Belchior, 1977. Revista Veja.
Alguns dias nascem para que ouçamos única e exclusivamente Antônio Carlos Belchior. Em meio a minha incredulidade quanto a real passagem para um ano novo, esta segunda-feira chuvosa de janeiro em Brasília é uma dessas datas especiais. Aumente o som.
Todo sujo de batom
Antônio Carlos Belchior
Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça
E todo esse tempo passado
Presente vivi entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago em meu peito
E que eu acho tão bom
Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental
Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental
Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom
Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

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